Somos os amigos que temos,
As pessoas que amamos,
As obras que criamos,
As palavras que dizemos...
Somos o reflexo do que vemos,
O retorno do que damos,
Os sonhos que sonhamos,
Os desejos que acalentamos,
Os deuses em que cremos...
Somos, mais do que temos,
O que damos,
Mais do que somos
O que aguardamos...
(Simples-mente)
Emílio Miranda
Elsa Hahn
domingo, 12 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
O Poeta e o Oleiro
Há muito tempo, na cidade de Zahlé, ocorreu uma rixa entre um jovem poeta, de nome Fauzi, e um oleiro, chamado Nagib.
Para evitar que o tumulto se agravasse, eles foram levados à presença do juiz.’. do lugarejo.
O juiz .’., homem íntegro e bondoso, interrogou primeiramente o oleiro, que parecia muito exaltado.
"Disseram-me que você foi agredido? Isso é verdade?"
"Sim, senhor juiz." - confirmou o oleiro - "fui agredido em minha própria casa por este poeta. Eu estava, como de costume, trabalhando em minha oficina, quando ouvi um ruído e a seguir um baque.
Quando fui à janela pude constatar que o poeta Fauzi havia atirado com violência uma pedra, que partiu um dos vasos que estava a secar perto da porta.
Exijo uma indenização!" - gritava o oleiro.
O juiz.’. voltou-se para o poeta e perguntou-lhe serenamente: "Como justifica o seu estranho proceder?"
"Senhor juiz, o caso é simples." - disse o poeta.
"Há três dias eu passava pela frente da casa do oleiro Nagib, quando percebi que ele declamava um dos meus poemas. Notei com tristeza que os versos estavam errados. Meus poemas eram mutilados pelo oleiro.
Aproximei-me dele e ensinei-lhe a declamá-los da forma certa, o que ele fez sem grande dificuldade.
No dia seguinte, passei pelo mesmo lugar e ouvi novamente o oleiro a repetir os mesmos versos de forma errada.
Cheio de paciência tornei a ensinar-lhe a maneira correta e pedi-lhe que não tornasse a deturpá-los.
Hoje, finalmente, eu regressava do trabalho quando, ao passar diante da casa do oleiro, percebi que ele declamava minha poesia estropiando as rimas e mutilando vergonhosamente os versos.
Não me contive. Apanhei uma pedra e parti com ela um de seus vasos.
Como vê, meu comportamento nada mais é do que uma represália pela conduta do oleiro."
Ao ouvir as alegações do poeta, o juiz dirigiu-se ao oleiro e declarou: "que esse caso, Nagib, sirva de lição para o futuro. Procure respeitar as obras alheias a fim de que os outros artistas respeitem as suas.
Se você equivocadamente julgava-se no direito de quebrar o verso do poeta, achou-se também o poeta egoisticamente no direito de quebrar o seu vaso."
E a sentença foi a seguinte: "determino que o oleiro Nagib fabrique um novo vaso de linhas perfeitas e cores harmoniosas, no qual o poeta Fauzi escreverá um de seus lindos versos. Esse vaso será vendido em leilão e a importância obtida pela venda deverá ser dividida em partes iguais entre ambos."
A notícia sobre a forma inesperada como o sábio juiz resolveu a disputa espalhou-se rapidamente.
Foram vendidos muitos vasos feitos por Nagib adornados com os versos do poeta. Em pouco tempo Nagib e Fauzi prosperaram muito. Tornaram-se amigos e cada qual passou a respeitar e a admirar o trabalho do outro.
O oleiro mostrava-se arrebatado ao ouvir os versos do poeta, enquanto o poeta encantava-se com os vasos admiráveis do oleiro.
(Autor desconhecido)
Bom dia!
Há muito tempo, na cidade de Zahlé, ocorreu uma rixa entre um jovem poeta, de nome Fauzi, e um oleiro, chamado Nagib.
Para evitar que o tumulto se agravasse, eles foram levados à presença do juiz.’. do lugarejo.
O juiz .’., homem íntegro e bondoso, interrogou primeiramente o oleiro, que parecia muito exaltado.
"Disseram-me que você foi agredido? Isso é verdade?"
"Sim, senhor juiz." - confirmou o oleiro - "fui agredido em minha própria casa por este poeta. Eu estava, como de costume, trabalhando em minha oficina, quando ouvi um ruído e a seguir um baque.
Quando fui à janela pude constatar que o poeta Fauzi havia atirado com violência uma pedra, que partiu um dos vasos que estava a secar perto da porta.
Exijo uma indenização!" - gritava o oleiro.
O juiz.’. voltou-se para o poeta e perguntou-lhe serenamente: "Como justifica o seu estranho proceder?"
"Senhor juiz, o caso é simples." - disse o poeta.
"Há três dias eu passava pela frente da casa do oleiro Nagib, quando percebi que ele declamava um dos meus poemas. Notei com tristeza que os versos estavam errados. Meus poemas eram mutilados pelo oleiro.
Aproximei-me dele e ensinei-lhe a declamá-los da forma certa, o que ele fez sem grande dificuldade.
No dia seguinte, passei pelo mesmo lugar e ouvi novamente o oleiro a repetir os mesmos versos de forma errada.
Cheio de paciência tornei a ensinar-lhe a maneira correta e pedi-lhe que não tornasse a deturpá-los.
Hoje, finalmente, eu regressava do trabalho quando, ao passar diante da casa do oleiro, percebi que ele declamava minha poesia estropiando as rimas e mutilando vergonhosamente os versos.
Não me contive. Apanhei uma pedra e parti com ela um de seus vasos.
Como vê, meu comportamento nada mais é do que uma represália pela conduta do oleiro."
Ao ouvir as alegações do poeta, o juiz dirigiu-se ao oleiro e declarou: "que esse caso, Nagib, sirva de lição para o futuro. Procure respeitar as obras alheias a fim de que os outros artistas respeitem as suas.
Se você equivocadamente julgava-se no direito de quebrar o verso do poeta, achou-se também o poeta egoisticamente no direito de quebrar o seu vaso."
E a sentença foi a seguinte: "determino que o oleiro Nagib fabrique um novo vaso de linhas perfeitas e cores harmoniosas, no qual o poeta Fauzi escreverá um de seus lindos versos. Esse vaso será vendido em leilão e a importância obtida pela venda deverá ser dividida em partes iguais entre ambos."
A notícia sobre a forma inesperada como o sábio juiz resolveu a disputa espalhou-se rapidamente.
Foram vendidos muitos vasos feitos por Nagib adornados com os versos do poeta. Em pouco tempo Nagib e Fauzi prosperaram muito. Tornaram-se amigos e cada qual passou a respeitar e a admirar o trabalho do outro.
O oleiro mostrava-se arrebatado ao ouvir os versos do poeta, enquanto o poeta encantava-se com os vasos admiráveis do oleiro.
(Autor desconhecido)
Bom dia!
terça-feira, 23 de abril de 2013
" Aquele que conhece os outros é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence os outros é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.
Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo."
O sábio não se exibe, e por isso brilha.
O sábio não se faz notar, e por isso é notado.
O sábio não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele."
Lao Tse
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence os outros é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.
Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo."
O sábio não se exibe, e por isso brilha.
O sábio não se faz notar, e por isso é notado.
O sábio não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele."
Lao Tse
terça-feira, 2 de abril de 2013
O Escorpião
Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reacção de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e
estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isso não vai mudar a minha, que é ajudar.
estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isso não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.
Não mude a sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação. Porque a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.
O facebook é cheio destes textinhos, frases e pensamentos. Muitos são forçados, e pode-se até ver o quanto as pessoas tentam se mostrar boas ao publicar no seu mural tais frases. No entanto, há sempre algumas que me despertam e eu partilho para mim, claro, mas também porque acho interessante que as pessoas possam ler e tirar conclusões, e até reflectir. A esperança de melhorar a cada dia também me dá esperança de que os meus semelhantes também melhorem. Espero não mudar a minha natureza, mas apenas aprimorá-la.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwSuAw_K6Ve4k7zv1BG-GXJMEHs77mpu2RhZ_y86S733soVbwxxdlwvmlV5hYrtmRk_JemXSOaEYlq4ZvHcG090MHPi4Ih2brswghe-gBpVAoFtnhlHQV8yXhZlEILiSFz4k7oITbfEJYb/h120/tumblr_m99cixjzB81qefrmxo1_500.jpg
estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isso não vai mudar a minha, que é ajudar.
estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isso não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.
Não mude a sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação. Porque a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.
O facebook é cheio destes textinhos, frases e pensamentos. Muitos são forçados, e pode-se até ver o quanto as pessoas tentam se mostrar boas ao publicar no seu mural tais frases. No entanto, há sempre algumas que me despertam e eu partilho para mim, claro, mas também porque acho interessante que as pessoas possam ler e tirar conclusões, e até reflectir. A esperança de melhorar a cada dia também me dá esperança de que os meus semelhantes também melhorem. Espero não mudar a minha natureza, mas apenas aprimorá-la.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwSuAw_K6Ve4k7zv1BG-GXJMEHs77mpu2RhZ_y86S733soVbwxxdlwvmlV5hYrtmRk_JemXSOaEYlq4ZvHcG090MHPi4Ih2brswghe-gBpVAoFtnhlHQV8yXhZlEILiSFz4k7oITbfEJYb/h120/tumblr_m99cixjzB81qefrmxo1_500.jpg
sábado, 30 de março de 2013
"Não acumuleis tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam; - acumulai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os comem; - porquanto, onde está o vosso tesouro aí está também o vosso coração."
ESE
Em tempo de Páscoa, é bom reflectir. De vez em quando faço isso, mas há alturas mais propícias. Não sou nenhuma santa, também cometo os meus pecados, mas gosto desta frase pelo espírito de vida que ela transmite. Gosto muito de dedicar o meu tempo à família, amigos e animais; gosto também de ler, ouvir música e até de vez em quando ver um filme com o meu marido. Gosto de gastar dinheiro em roupa (como qualquer mulher), mas não sou exagerada, prefiro comprar para a minha filha e deixar-me a mim de lado. Gosto de comprar livros, aliás, adoro. Quando termino de ler um, vou logo a uma livraria ver qual é a próxima aquisição, e nunca saio de lá sem pelo menos dois. Adoro, muito mesmo, tirar fotografias. Não sou profissional, mas gosto de ver ângulos diferentes, e as paisagens, flores, e lugares são os meus modelos favoritos para fotografar. Um pouco disto, um pouco daquilo e assim de pormenores é feita a minha vida. Muito para aprender, muito para errar, mas acima de tudo muito para amadurecer.
Um pouco do que é meu!
ESE
Em tempo de Páscoa, é bom reflectir. De vez em quando faço isso, mas há alturas mais propícias. Não sou nenhuma santa, também cometo os meus pecados, mas gosto desta frase pelo espírito de vida que ela transmite. Gosto muito de dedicar o meu tempo à família, amigos e animais; gosto também de ler, ouvir música e até de vez em quando ver um filme com o meu marido. Gosto de gastar dinheiro em roupa (como qualquer mulher), mas não sou exagerada, prefiro comprar para a minha filha e deixar-me a mim de lado. Gosto de comprar livros, aliás, adoro. Quando termino de ler um, vou logo a uma livraria ver qual é a próxima aquisição, e nunca saio de lá sem pelo menos dois. Adoro, muito mesmo, tirar fotografias. Não sou profissional, mas gosto de ver ângulos diferentes, e as paisagens, flores, e lugares são os meus modelos favoritos para fotografar. Um pouco disto, um pouco daquilo e assim de pormenores é feita a minha vida. Muito para aprender, muito para errar, mas acima de tudo muito para amadurecer.
Um pouco do que é meu!
segunda-feira, 25 de março de 2013
"Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos. Ele ensina-nos o quão agressivo e desagradável somos ao ferir alguém."
(André Luiz)
Embora seja verdade esse pensamento, é muito difícil segui-lo. Quase sempre nos deparamos a pensar coisas erradas da pessoa que nos ofendeu. É uma busca incansável a de amar ao próximo como a nós mesmos, mas acredito que seja essa a nossa missão neste mundo.
(André Luiz)
Embora seja verdade esse pensamento, é muito difícil segui-lo. Quase sempre nos deparamos a pensar coisas erradas da pessoa que nos ofendeu. É uma busca incansável a de amar ao próximo como a nós mesmos, mas acredito que seja essa a nossa missão neste mundo.
terça-feira, 19 de março de 2013
O grande risco
O grande risco
Rir, é correr o risco de parecer tolo.
Chorar, é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão, é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos, é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e ideias diante da multidão, é correr o risco de perder as pessoas.
Amar, é correr o risco de não ser correspondido.
Viver, é correr o risco de morrer.
Confiar, é correr o risco de se decepcionar.
Tentar, é correr o risco de fracassar.
Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não faz nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Seneca (Orador Romano)
Rir, é correr o risco de parecer tolo.
Chorar, é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão, é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos, é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e ideias diante da multidão, é correr o risco de perder as pessoas.
Amar, é correr o risco de não ser correspondido.
Viver, é correr o risco de morrer.
Confiar, é correr o risco de se decepcionar.
Tentar, é correr o risco de fracassar.
Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não faz nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Seneca (Orador Romano)
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